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MPF registra 1,3 mil operações contra garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé em MT

Balanço aponta 72 prisões em flagrante, redução de 97% na abertura de novas áreas de garimpo e prejuízo de R$ 111,5 milhões ao crime organizado.

Redação
Por: Redação Fonte: g1
07/11/2026 às 07h34
MPF registra 1,3 mil operações contra garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé em MT
ilustrativa

Um balanço do Ministério Público Federal (MPF) aponta que desde de março deste ano 1.313 operações retiraram garimpeiros e ocupantes ilegais da Terra Indígena Sararé, na região de Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. As ações causaram um prejuízo estimado em R$ 111,5 milhões ao crime organizado e reduziram em 97% a abertura de novas áreas de garimpo ilegal.

 

Uma megaoperação do governo federal causou prejuízo estimado em mais de R$ 42 milhões ao garimpo ilegal, segundo balanço divulgado em abril. Entre os dias 4 e 11 daquele mês, foram realizadas 144 ações de fiscalização, com destruição de estruturas e equipamentos, incluindo duas escavadeiras hidráulicas avaliadas em cerca de R$ 1 milhão cada.

 

Segundo resultado divulgado pelo órgão, a operação também conseguiu mapear e inutilizar os 1.431 alvos identificados, entre estruturas de exploração ilegal de ouro e pontos de apoio à atividade. O trabalho contou com o suporte de inteligência do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e o monitoramento das equipes em campo.

 

A força-tarefa também encaminhou 160 pessoas à Delegacia da Polícia Federal (PF), das quais 72 foram presas em flagrante. Durante as fiscalizações, os agentes encontraram e destruíram 33 túneis subterrâneos usados na extração clandestina de ouro.

 

Entre os materiais apreendidos estão 153 gramas de ouro, quase seis quilos de mercúrio, nove armas de fogo e 596 munições. Também foram recolhidos aproximadamente 43 mil litros de diesel, mais de 13 mil litros de gasolina, três escavadeiras hidráulicas, duas máquinas leves e sete motocicletas.

 

Equipamentos destruídos

Para impedir a retomada do garimpo ilegal, as equipes destruíram equipamentos e estruturas utilizados na atividade. Ao todo, foram inutilizadas 31 escavadeiras hidráulicas, 829 motores de garimpo, 445 máquinas leves, 341 geradores de energia e dois tratores de esteira.

 

Também foram destruídos 2,7 mil metros de mangueiras de sucção e quase quatro toneladas de emulsão explosiva. As equipes eliminaram ainda 200 acampamentos e inutilizaram 63,1 mil litros de diesel e 4,2 mil litros de gasolina.

 

Segundo o procurador da República Gabriel Infante Magalhães Martins, o acompanhamento do MPF busca garantir que a retirada dos invasores seja acompanhada de medidas permanentes de proteção aos direitos territoriais e ambientais do povo indígena Nambikwara.

 

A força-tarefa reuniu órgãos federais, como o Ministério dos Povos Indígenas, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Polícia Federal, a Força Nacional e o Exército Brasileiro.

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