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MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

É o que apontam os dados definitivos da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE.

Redação
Por: Redação Fonte: Agro MT
06/11/2026 às 07h00
MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025
reprodução

Mato Grosso assumiu a liderança absoluta na produção de biomassa de origem nativa no Brasil e foi o estado que mais contribuiu para o crescimento desse mercado no país. É o que apontam os dados definitivos da Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE.

 

Entre 2021 e 2025, o volume de biomassa nativa no estado teve um salto impressionante: cresceu 2,98 milhões de metros cúbicos (m³), superando o crescimento registrado em todo o Brasil no mesmo período, que foi de 2,10 milhões de m³. Com isso, a fatia de Mato Grosso no total nacional disparou de 8,2% para 21,5%.

 

Enquanto o restante do país viu a madeira nativa perder espaço, Mato Grosso seguiu na contramão.

 

“Isso reforça a importância de oferecer ao mercado uma biomassa de origem renovável e rastreável”, aponta o presidente da Associação dos Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Fausto Takizawa.

Produção estadual mais que dobrou

 

No balanço geral, a produção total de biomassa florestal em Mato Grosso mais que dobrou em quatro anos, subindo de 3,4 milhões para impressionantes 8,05 milhões de m³.

 

O crescimento divide-se em dois grandes motores:

  • Florestas Plantadas: Cresceram 88% (de 1,87 milhão para 3,51 milhões de m³), sendo que cerca de 90% desse volume corresponde à cultura do eucalipto.
  • Espécies Nativas: Registraram um salto de 190%, subindo de 1,56 milhão para 4,54 milhões de m³, passando a responder por 56% de toda a biomassa produzida no estado.

 

O motivo da virada: agroindústria e novas regras

 

O consumo de biomassa — utilizada principalmente para alimentar as caldeiras das agroindústrias — disparou na última década em Mato Grosso.

 

Até 2023, as florestas plantadas lideravam essa oferta e respondiam por 73% do total. No entanto, a partir de 2024 o cenário mudou. O movimento ocorreu após o órgão ambiental estadual autorizar, em 2022, que grandes indústrias consumidoras utilizassem biomassa proveniente de supressão vegetal legalizada.

 

Para o presidente da Arefloresta, o setor produtivo soube se antecipar às demandas do mercado: “Temos área, tecnologia e capacidade para crescer junto com o mercado, garantindo origem conhecida e fornecimento estratégico para o desenvolvimento de Mato Grosso”, conclui Takizawa.

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